O Abrigo Lar de São José é uma Organização Não Governamental, criada em 1987, por Aricleia Lopes dos Reis em conjunto com um grupo de Casais com Cristo da Paróquia São José de Taguatinga. Na época foi então doado por um padre da região um terreno para que fosse construída uma casa para o acolhimento de 22 infantes. Para manutenção do Projeto houve a mobilização de empresários e toda a comunidade, objetivando a captação de recursos para construção de uma casa lar, que atendesse 22 crianças. Com o crescimento da demanda foi necessária a constituição jurídica da Instituição composta por uma diretoria em 1998, desde então esses grupo vem injetando esforços para melhoria e ampliação da proposta.
Hoje o Abrigo atende 60 crianças e adolescentes. Funciona em uma área de 3.750 m² , sendo sua área construída 1710 m² , onde pode-se encontrar um refeitório central, 05 salas de atendimento, um parquinho, duas áreas de lazer e uma lavanderia comunitária e 5 casas lares cada uma com 12 crianças e adolescentes com faixas etárias variadas, sendo o responsável uma funcionária, na função de mãe social, contratada com carteira assinada, podendo ser casada e ter até 2 filhos.




A Instituição tem como objetivo principal atender crianças e adolescentes de 0-18 anos sob medida protetiva estabelecida no art. 101 do Estatuto da Criança e do Adolescente, encaminhadas pela Vara da Infância e Juventude do Distrito Federal e Conselhos Tutelares, proporcionando atendimento Integral e encaminhamentos nas áreas de saúde, educação e lazer. Para esses encaminhamentos conta-se hoje, com uma equipe de 13 pessoas: uma coordenadora, uma assistente social, uma psicóloga, uma pedagoga, sete mães sociais, um cozinheiro e um motorista.


Diretoria

Nosso sucesso baseia-se no reconhecimento por parte das atividades desenvolvidas ao longo desses vinte e um anos, principalmente no que tange ao trabalho com as famílias dos abrigados, visando a reintegração familiar e/ou social. Em média são 3 reintegrações mensais o que viabiliza a efetividade do que trata o art 101 e 98 do Estatuto da Criança e do Adolescente no que se refere a provisoriedade do abrigamento.

A realização desse trabalho só é possível devido o envolvimento e reconhecimento dos órgãos judiciários: Vara da Infância e Juventude do Distrito Federal, Ministério Público da Infância e Juventude, comunidade em geral e empresários, sendo que os primeiros participam com a agilização nos processos de reintegração familiar e os demais com doações diretas (recursos financeiros) ou indiretas (bens materiais, produtos de higiene pessoal ou limpeza e gêneros alimentícios).



Compõem o corpo técnico uma coordenadora com formação em serviço social, uma assistente social, uma psicóloga e uma pedagoga, além disso, a equipe conta com um motorista, sete mães sociais, sendo cinco nas casas lares, uma apoio, uma nos serviços gerais e um cozinheiro. Eventualmente o Abrigo recebe prestadores de serviços sob medida, encaminhados pela Central de Coordenação de Execução de Penas e Medidas Alternativas do Distrito Federal - CEPEMA.


Equipe técnica

É composto por uma psicóloga que desenvolve atendimentos individuais e em grupo, estimulação sensorial, atendimento de psicomotricidade, dinâmica de grupo, com os institucionalizados, familiares e corpo funcional. Além do trabalho de acolhimento com às famílias substitutas ou aquelas que estejam em processo de adoção, objetivando tornar a saída da criança gradativa, tranqüila e segura, evitando assim o retorno para o Abrigo.

Esse setor é composto por uma pedagoga responsável pelo reforço escolar, dinâmicas esportivas ou recreativas, passeios externos em shopping, parques, cinemas, circos, além de acompanhamento direto da dinâmica escolar dos abrigados como participação em reuniões, aquisição de material escolar e diagnósticos de Défict de Atenção e Déficit de Aprendizagem.

Composto por uma assistente social responsável pelas visitas domiciliares, elaboração e acompanhamento de relatórios das crianças e adolescentes abrigadas, elaboração do Plano Individual de Intervenção e Acolhimento de cada institucionalizado, além da capacitação da equipe de trabalho "mães sociais", acolhimento e anaminese das famílias, trabalho específico de reintegração familiar em conjunto com toda equipe multidisciplinar.

São as responsáveis pelos cuidados diretos das crianças e adolescentes como: higienização, acompanhamento escolar, passeios, consultas, vacinação, além dos cuidados com a casa e a área interna do Abrigo. Uma vez por semana é realizada uma reunião sócio educativa com as mães sociais, na qual estas recebem informações e treinamento funcional para adequação do trabalho que realizam. São também repassadas orientações diárias sobre as intervenções que devem ser desenvolvidas junto aos abrigados que apresentarem comportamentos anti-sociais, problemas escolares, de saúde e recém abrigados.